Soja Lidera Exportações
Nov 12
12/11/2007

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Soja lidera exportações

Antonio Pietrobelli [10-11-2007]

As exportações brasileiras do agronegócio ultrapassaram a marca de US$ 6 bilhões em outubro e bateram mais um recorde histórico. A cifra é 24,6% superior ao registrado no mesmo período de 2006. As importações também são as maiores já registradas, e somaram US$ 880,9 milhões - crescimento de 33% em relação a outubro de 2006. O superávit registrado foi de US$ 5,1 bilhões.

Soja, cereais e preparações e carnes foram os itens que mais contribuíram para o incremento das exportações brasileiras em outubro. No geral, o principal fator que contribuiu para o aumento das exportações foi a variação no preço e não o aumento na quantidade embarcada.

O complexo soja registrou incremento de 69,5% nas vendas, que totalizaram US$ 1,213 bilhão, valor 65% superior ao exportado em outubro de 2006. O aumento de 44,4% no preço foi o principal responsável pelo crescimento do valor embarcado.

Em outubro, o aumento do valor exportado pelo complexo carnes foi de 25,2% - o total embarcado passou de US$ 864,6 milhões para US$ 1,08 bilhão. Aumentaram tanto a quantidade embarcada (10,4%) quanto o preço (13,4%). “O resultado consolida, assim, o complexo carnes, ao lado do complexo soja, como itens da pauta de exportações brasileiras que ultrapassam a marca de US$ 1 bilhão por mês”, acredita o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto.

O valor exportado do item frango in natura aumentou 43,5% em relação ao mesmo período do ano passado e o total arrecadado foi de US$ 405,5 milhões. O item cereais e preparações registrou aumento de 523% e o item fumo, 110,5%.

As exportações do complexo sucroalcooleiro diminuíram 40%, em relação a outubro de 2006. Os preços do açúcar foram 24% inferiores e o volume exportado, 14,8% menor, o que resultou numa redução de 35,3% no valor exportado. As receitas de exportações de álcool diminuíram 53,1%, devido à redução de 39,6% na quantidade embarcada e preços 22,4% inferiores.

Novembro começa bem

A saldo da balança comercial da primeira semana de novembro, com apenas um dia útil (1º), ficou em US$ 269 milhões. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações chegaram a US$ 914 milhões e as importações, a US$ 645 milhões.

No acumulado do ano, com 211 dias úteis, o saldo comercial chegou a US$ 34,645 bilhões, com média diária de US$ 164,2 milhões. As exportações ficaram em US$ 133,2 bilhões e as importações, em US$ 98,6 bilhões.

Comércio Brasil-Portugal

O comércio entre Brasil e Portugal cresceu 15,2% nos dez primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2006, alcançando US$ 1,75 bilhão, informou nesta quinta-feira à Agência Lusa fonte do governo brasileiro.

Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações brasileiras para Portugal aumentaram 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 1,48 bilhão.

Feira de alimentos no Japão

A APEX-Brasil vai levar empresas brasileiras à mais importante feira de alimentos e bebidas da Ásia: a FOODEX, no Japão, entre os dias 11 e 14 de março na cidade japonesa de Chiba. As oportunidades comerciais no mercado japonês para o setor de alimentos e bebidas e os detalhes sobre a participação brasileira na FOODEX serão apresentadas aos interessados no dia 19 de novembro, em seminário promovido pela APEX-Brasil no Hotel Renaissance, em São Paulo. Para ter acesso ao apoio da APEX-Brasil a empresa deve preencher o formulário de interesse em anexo e encaminhá-lo para michele@apexbrasil.com.br e vinicius.estrela@apexbrasil.com.br com o assunto PARTICIPAÇÃO NA FOODEX 2008.

PMEs nas exportações

O comércio exterior brasileiro manteve-se em expansão nos primeiros seis meses deste ano e as exportações chegaram a US$ 73,2 bilhões, valor recorde para o período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As micro e pequenas empresas acompanharam parcialmente esse movimento: representaram quase 50% do total das companhias exportadoras, mas quanto ao volume de negócios a participação foi inferior a 3%.

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